Imigrantes chegam ao porto de Augusta, na Sicília, Itália, e se organizam para receber ajuda do governo local.
Imigrantes chegam ao porto de Augusta, na Sicília, Itália, e se organizam para receber ajuda do governo local.

Até a máfia italiana se envolve nos serviços de acolhida a imigrantes

Imigrantes chegam ao porto de Augusta, na Sicília, Itália, e se organizam para receber ajuda do governo local.

Imigrantes chegam ao porto de Augusta, na Sicília, Itália, e se organizam para receber ajuda do governo local.

Osas Imafidon, 19, é um habitante de Mineo, na Sicília, o maior centro de acolhimento de imigrantes e refugiados na Itália. Atualmente, abriga em torno de 4.000 pessoas. Um dia ele sumiu do sistema informatizado de controle do campo. O número 11.093 desaparecera, assim como o montante acumulado da ajuda diária que todos recebem como pocket money: 1,25 euros ao dia –insuficiente sequer para um café ou um arancino, salgado típico siciliano.

O nigeriano Osas, que espera pelo visto de permanência há um ano e nove meses, é apenas um dos milhares de imigrantes que desembarcam há anos na costa da Itália. Segundo dados do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), foram 110 mil apenas neste ano até agosto, dos 380 mil que chegaram à Europa. O governo italiano soma 93.608 acolhidos, um contingente em torno do qual gira um negócio orçado em 800 milhões de euros neste ano. Todo o sistema de acolhimento italiano consumiu cerca de 628 milhões de euros em 2014.

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